Os resíduos classe II (urbanos) são destinados em células específicas que possuem:
- Sistema de impermeabilização do solo e instalação de geomembrana de polietileno de alta densidade – PEAD;
- Sistema de drenagem subsuperficial e superficial;
- Sistema de drenagem dos percolados através de rede de tubos horizontais;
- Tratamento dos líquidos percolados em lagoas de estabilização;
- Sistema de captação do biogás através de drenos verticais, tratamento e queima em Flare;
- Sistema de monitoramento das águas subterrâneas e superficiais com amostragens definidas;
- Sistema de revegetação.
Tratamento Biogás
O processo consiste na minimização das emissões de metano (CH4), gás vinte e uma vezes mais nocivo que o CO2 para o meio ambiente, através da queima. Este projeto permitiu que a empresa atendesse às diretrizes do Protocolo de Quioto, habilitando-se para a comercialização de Crédito de Carbono. É o terceiro projeto aprovado pelo Governo Brasileiro junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia – MTC.

Tratamento do Chorume
O líquido percolado pela massa de resíduos, denominado chorume, é coletado, encaminhado e tratado em lagoas de estabilização através de processo biológico realizado por bactérias anaeróbias (lagoa a), aeração forçada (lagoa b) e decantação (lagoa c).
O monitoramento deste efluente ocorre, trimestralmente, em dois pontos específicos: na entrada do sistema – coletado na calha parshall - e na saída – tubulação receptora, antes do descarte.

Compostagem – Transformação de Resíduos em Composto Orgânico
Uma fração de resíduos orgânicos que chegam à CTR MARCA é destinada ao sistema de compostagem. O composto produzido é utilizado no processo de revegetação das áreas da empresa e no viveiro de mudas de espécies nativas e exóticas, que foi implantado para dar sustentabilidade aos projetos de reflorestamento existentes na CTR e promover a recuperação de ecossistemas diversos.

Revegetação da Área
Para melhor atuar nos projetos de revegetação e reflorestamento, a CTR MARCA implantou um Viveiro de Mudas de espécies nativas e exóticas, com capacidade de produção em torno de 300.000 mudas/ano, em uma área de mais de 3.000m².
Para a recomposição vegetal dos taludes das células do Aterro Sanitário é utilizada a técnica de sacarias de juta, desenvolvida através do convênio com a Universidade Federal de Viçosa.
Estes sacos são preenchidos com uma mistura, preparada com capim picado, composto orgânico, solo e sementes de várias espécies de gramíneas e leguminosas. Após o enchimento com a mistura, os sacos são fechados e fixados nos taludes por meio de estacas de bambu, promovendo assim uma melhor reabilitação do solo e, em especial, o combate ao processo erosivo.
O viveiro MARCA é construído no sistema multiuso com estrutura suspensa, cuja a modalidade de produção de mudas ocorre em tubetes. Este sistema além de possibilitar a produção de mudas de alta qualidade, propicia a diminuição dos custos de produção através do sequenciamento de operações, a redução do esforço físico e a utilização de materiais leves em sua construção. Outro fator de sucesso neste processo de produção é a não geração de resíduos, pois os tubetes podem ser reutilização por diversas vezes.